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Quem Sou

A Medicina significa mais que uma profissão para mim. É um sonho realizado, um lugar em que eu realmente me encontrei.
Passar tantos anos como paciente me ensinou o quanto um médico pode trazer alívio, não só ao corpo, mas à alma. O quanto um paciente está fragilizado quando procura ajuda.
Por isso, quero ser uma médica sensível à dor e à necessidade daqueles que cruzarem meu caminho.


 

Após dois anos de cursinho em SP, ingressei em 2014, no curso de Medicina, em Santos.

Infelizmente, em meu primeiro ano do curso de Medicina, fui internada às pressas no hospital após ter um quadro de broncoespasmo pulmonar. Passei 13 dias na UTI Semi-intensiva sem conseguir me levantar da cama (não podia erguer a cabeça mais do que 10 graus, do contrário, evoluía para uma descompensação cardíaca).

Após investigação do caso, fui diagnosticada com um quadro GRAVE de disautonomia, ou seja, uma disfunção do Sistema Nervoso Autônomo, responsável pelo controle das funções automáticas do corpo, isto é, não conscientes.
 

Passei a ter sintomas de tontura, desmaios, pressão sanguínea instável, frequência cardíaca anormal, hipoglicemia, sudorese fria, incapacidade de permanecer de pé por mais de 10 minutos e hipotermia. Este quadro pode levar à morte e não tem cura até o momento.

Mesmo diante da exigência de inúmeras internações, entre uma e outra, fui à faculdade, vencendo meu enorme mal-estar, fazendo da dificuldade, um motivo para persistir e vencer. Completei, com excelência do 1º ao 5º ano, fui aprovada em todas as matérias do curso.

Contudo, ao longo dos anos, meus pais gastaram todo o dinheiro da família com o plano de saúde, o qual cobria as inúmeras internações em UTI Semi-intensiva, aplicações de medicação de alto custo (Imunoglobulina Endovenosa Humana), fisioterapia de reabilitação e exames complexos. Além disso, tiveram que arcar com os custos de uma medicação diária importada (sem similar no Brasil) utilizada no tratamento da doença nos EUA e na Europa.

Hoje, não tenho mais dinheiro para pagar minha dívida junto à faculdade (referente aos anos de 2017 + 2018 + juros) e realizar a rematrícula para o sexto e último ano do curso.

Assim, tenho vivido pela fé, com a esperança de poder vencer as batalhas diárias e juntar o dinheiro para pagar o que devo à faculdade.

 

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Olá, sou a Letícia

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